sábado, 21 de março de 2009

Falando de religião sem alienação.




A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

Eis que ultimamente venho pensando muito sobre esse assunto, religião. Procurando, então, me aprofundar mais nos meus mais íntimos pensamentos, nas coisas que eu aprendi e esperando sempre que pelo menos resquícios de sabedoria estejam presentes na minha mente para eu falar a respeito de um assunto tão difícil de desabafar.

Observando a sociedade em que vivemos, logo podemos perceber a quantidade de religiões espalhadas em todo mundo e conseqüentemente diversas são as maneiras que cada uma crer em seus “deuses”, expressam seus ensinamentos, falam a respeito do mundo e entre tantas outras coisas que podem ser relacionadas a cada religião existente.

Não sou um estudioso sobre o assunto, nem tão pouco sou um sábio filósofo que pode chegar aqui e dizer o que esta certo ou errado em cada uma. Pois como já como diz um velho ditado, eu prefiro acreditar que: “Religião não se discute”.

Se pensarmos na nossa história mundial, em nossas culturas e nas origens da humanidade, com certeza iremos nos deparar com assuntos totalmente questionáveis em relação a crença de cada religião e encontraremos diversas teorias para explicar tudo o que eu está entre o céu e a terra, até mesmo teorias que dizem que a existência dessas religiões é uma coisa que não tem muito importância nas nossas vidas.

Entretanto baseado em tudo que a minha humilde sabedoria permite dizer a respeito desse discutível assunto chamado religião, acredito que todas as coisas que podemos ter conhecimento até então não existem por um simples acaso. Não é possível que tudo que está registrado a respeito das diversas religiões hoje existentes seja tudo fantasia ou simplesmente uma coisa que os homens em determinada fase de suas vidas inventaram a religião apenas porque não tinha mais nada para se fazer.

Através dos tempos a religião foi constantemente presente na vida dos homens e de diferentes maneiras a sua existência não pode ser considerada como uma bobagem. A necessidade do homem ter esse contato com algo que é geralmente inexplicável, pode ser visto até mesmo nos primórdios da nossa origem história, que geralmente não é muito ligada a religião.

Começando pelo início de tudo, não sei bem ao certo como eu posso me expressar coerentemente para explicar a relação da nossa existência e o aparecimento da religião em nossas vidas. Acabo muitas vezes dividido entre a razão e tudo o que as minhas crenças religiosas me dizem. Mas afinal, quem sou eu pra dizer qual é a verdade sobre tudo existente sobre a face da terra? A nossa real origem? Ou até mesmo sobre as coisas que eu nem tenho conhecimento da existência?
Encontramos muitas religiões no nosso mundo e há quem diga que mesmo com essa total diversidade só existe um único Deus. Mesmo nós sendo diferentes e nos comportando de maneiras justificáveis pela crença nos ensinamentos, que são passados de acordo com as nossas religiões, não consigo acreditar que estamos seguindo caminhos totalmente diversos. Acredito, então que no final de tudo iremos um dia descobrir as respostas para todas essas coisas que para nós, simples humanos, é fruto de tanta dúvida e talvez acabemos todos juntos nos satisfazendo com a real sabedoria a respeito de tudo que não conseguimos entender a respeito das nossas vidas.

E o que é Religião? Cada um pode fazer as nossas definições baseados no que é possível compreender. Dizer que qualquer religião do mundo é perfeita seria meio que impossível, devido a existência de seres humanos presentes em todas elas e assim acabamos tornando-as imperfeitas como nós mesmos somos.

Enquanto eu ainda não sei tudo sobre a verdade absoluta que está presente em minha vida, estou eu aqui simplesmente vivendo a minha história e acreditando que acima de qualquer religião está um ser que deseja independente da nossa vontade, fazer compreender da maneira que nos é permitido tudo que ela coloca em nossas vidas. Acreditar que esse Ser não existe, seria acreditar que estamos sozinhos nesse infinito universo e diante esse fato prefiro não limitar-me pensando que a nossa existência acabará depois da morte do nosso corpo. Pois tenho certeza “que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode sonhar a nossa vã filosofia.”

Por fim encerro esse meu desabafo com a sensação de que até mesmos essas palavras que aqui estão sendo escritas não é fruto apenas da minha vontade, mas simplesmente estão sendo expressas para serem reais nesse nosso mundo. Da mesma forma é Deus, que pode se torna real em nossas vidas, se assim nós o deixarmosele agir através da nossa existência. Não sei bem se todas as pessoas que fazem parte de outras religiões diferente da minha pensam da mesma forma que eu, mas só sei que é o meu profundo desejo que nós todos possamos abrir os olhos para tentar enxergar o sentido até nas coisas que não é possível ser vista. Pois da mesma que existe o ar que respiramos e não podemos tocar, assim é Deus em nossas vidas. “Podemos senti-lo, perceber a sua presença e ele sempre existirá.”

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um caminho a seguir.



Diante tantas as coisas que vivemos ao longo das nossas vidas, chega um momento que inevitavelmente temos que escolher um caminho pelo qual iremos seguir. Pensamos sobre as coisas que queremos, analisamos o que precisamos, fazemos escolhas, questionamos, acreditamos nas nossas intuições e acabamos agindo ou pensando tanto que mesmo sem perceber já estamos caminhando e escrevendo a história das nossas vidas.


Ultimamente venho pensando muito sobre a minha vida, de uma maneira geral e conseqüentemente não tenho como não pensar nos caminhos que trilhei até então e nós caminhos que eu estou trilhando para fazer o meu futuro. E uma palavra sempre é constantemente presente nesses meus pensamentos. A dúvida.

São tantas as coisas que me pego pensando e diante elas não tem como eu ter uma posição sempre concreta sobre os caminhos que eu pretenderei trilhar. Umas das coisas que mais penso é o meu futuro e como é que eu vou estar nele. Aê com isso não tem como eu não pensar no meu presente, onde eu tenho que agir para que tudo aconteça conforme o esperado e assim tomo base os caminhos que eu já trilhei para me certificar que tudo se eu estou mesmo agindo conforme tudo que eu já vivi.

Nesses mistos pensamentos envolvendo o passado, presente e futuro que costumo usar para determinar qual o caminho que eu devo seguir, muitas são as influências que eu acredito serem igualmente importantes para as minhas decisões. Como exemplos podem falar dos meus sonhos, das minhas convicções, meus desejos, minha vontade, minha família, minhas crenças e tudo o mais que for possível e assim talvez eu consiga decidir definitivamente o caminho que eu não queira voltar atrás.

Enquanto eu estou aqui pensando por onde irei caminhar, hoje também sei que muitas pessoas nem pensam muito sobre tudo isso e apenas deixam “a vida os levar” e simplesmente vivem sem querer saber muito o que virá acontecer. Mas sinceramente não sei se isso realmente faz com que caminhemos, pois como diz um trecho de um poema que eu esqueci no momento: “para aquele que não sabe para onde vai, qualquer lugar serve”.

Particularmente prefiro escolher bem o meu caminho, pois cheguei a conclusão que saber pra onde iremos é essencial para a minha vida. Pensar o contrário seria o mesmo que acreditar que chegaremos a alcançar um sonho sem nunca ter sonhado, alcançar um objetivo que nunca existiu, ganhar uma guerra sem nunca ter lutado ou acreditar em algo que não é real.

O caminho que irei seguir? Hoje penso em diversas possibilidades e ao invés de limitar-me em pensar que só irei trilhar apenas um, acredito que é possível viver de uma forma em que eu me sinta satisfeito com todas as coisas que em que estiverem ao longo da minha caminhada. Acredito que quando eu me sentir perdido e sem saber aonde ir, seguirei as diversas bússolas existentes comigo, como a minha intuição. E mesmo que um dia eu esteja cansado de caminhar, com medo da incerteza que o futuro me reserva ou pensando nos tropeços que eu poderei levar, eu sinto que uma luz sempre fará com que eu continue firme e forte na minha caminhada. E é graças a essa luz que hoje eu não me canso de caminhas, me alegro todos os dias quando eu acordo e agradeço pelas diversas possibilidades que eu consigo enxergar para serem vividas por mim. Ao invés de reclamar das dúvidas que são presentes na minha mente, hoje procuro observar o porquê delas existem e logo percebo que não é por um simples acaso. Mas no final aprendi que, mas que a “dúvida”, devemos “confiar” nessa luz que esta presente nos nossos caminhos, assim tenho a certeza que iremos muito mais longe do que os nossos limitados pensamentos podem chegar.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O Bom de estar Bem.




E a sensação persiste em continuar no meu ser. Uma coisa meia que inexplicável que simplesmente se instalou de um jeito que continua sempre presente de uma maneira ou de outra dentro de mim. Às vezes me sinto assim e penso como é BOM me sentir BEM.

Não consigo explicar ao certo as diversas formas que eu me deparo com essa coisa tão boa. Só sei que quando eu paro e penso na minha vida, eu sinto vontade de sorrir e simplesmente agradecer por ela existir. Mesmo com os altos e baixos que me acompanham nessa minha vida, ainda assim na maioria das vezes sinto o prazer de sentir-me bem.

Vou falar então de algumas sensações e pensamentos que uma vez ou outra vêem na minha mente quando eu os relaciono com essa minha vida... Por exemplo, penso primeiramente no sentido que hoje a vida tem para mim e nas diversas formas que atualmente eu observo o lado bom das coisas que estão ao redor. Observo as pequenas e simples coisas da vida com outro olhar e assim parece que eu consigo aproveitar mais o que esse mundo tem a me oferecer e de uma forma boa de ser vivida. Começo a notar que o tempo não é curto, mais dura o necessário para valorizá-lo ao máximo e assim construímos a nossa história a cada dia. Notei que os momentos que hoje eu vivo acabam se tornando inesquecíveis e marcantes, pelo simples fato de ser únicos e, portanto dignos de ser vividos intensamente. Penso que todos os pensamentos que eu posso vir a pensar às vezes nem precisam ser pensados, pois se muitos pensarmos acabamos não agindo para realizar os nossos sonhos, projetos e desejos...

Entre tantas outras palavras, que aqui poderiam ser escritas para expressar essas minhas diversas sensações, creio que posso relacioná-las a todas as coisas boas possíveis sentidas por mim neste momento da minha vida.

Saber que essa coisa boa que eu sinto é realmente real é o que às vezes me faz não acreditar que tudo está acontecendo de fato. Parece até uma coisa surreal saber que as coisas estão tão bem e isso inevitavelmente acaba se refletindo em tudo que me cerca. Sinto que todas essas coisas boas, refletidos de várias formas em minha vida, não aconteceram por um simples acaso. Pois hoje eu acredito que nós que somos os responsáveis por escolher quais os passos que iremos dar nessa nossa caminhada e assim os caminhos que escolhemos é o principal responsável por tudo que acontece conosco.

O bem que hoje sinto em minha vida não é uma coisa extraordinária, impossível de ser vivida ou então uma coisa inabalável. Tenho a noção que mesmo me sentindo bem ao amanhecer, no final da noite esse sentimento pode não permanecer. Mas o que importa é que mesmo assim eu terei a felicidade de pensar em todas as coisas boas que eu já vivi e assim me fortalecer para que no outro dia eu escreva uma nova página na minha história.

Penso, então, como eu sou de privilegiado por sentir todas essas coisas. Privilegiado porque enquanto eu busco sorrir e agradeço por todas essas coisas boas que acontecem na minha vida, eu sei que também existem pessoas não tão felizes assim. Pessoas que nem sabem o que é a felicidade, o que é um sorriso de alegria, ou muito menos sabe o que é estar bem.

Meu desejo? De fato que todas as pessoas do mundo tenham a oportunidade de enxergar o bem que a vida de a nos oferecer e assim aprender a realmente viver aproveitando tudo o que ela pode nos dar. Meu desejo é que aprendamos a dar valor a tudo que está ao nosso redor, pois tenha certeza que enquanto reclamamos das poucas coisas que temos, alguns até já não sabem o que é ter alguma coisa pra reclamar. E entre tantas outras coisas boas que eu posso desejar, desejo acima de qualquer coisa que todos nós possamos apenas querer esse bem nas nossas vidas.

Hoje creio que esse bem que sinto só foi possível de existir, pois eu quis que ele fosse real em minha vida e não apenas palavras bonitas. O bem maior que me fez enxergar as diversas coisas boas que a vida me oferece, foi fruto da presença de um ser que alguns infelizmente nem acreditam. Mas afirmo que foi graças a ele que eu acabei descobrindo tudo de bom que a vida pode me oferecer e é assim que eu quero viver... Tendo o prazer de sentir o BOM de estar BEM.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Saudades da Infância.



Numa noite dessas antes de dormir lembrei de repente de uma fase que infelizmente não volta mais. Lembrei da minha infância e todo o resto que esse momento em que vivi pode trazer consigo. Senti uma saudade daquele tempo e comecei a buscar algumas lembranças que parecia não existir mais. Comecei a lembrar das muitas fases de quando eu era criança e aê veio àquela nostalgia.

Entre tantos pensamentos, que de alguma forma ainda existiam dentro de mim, vinheram logos aqueles que não tinha como eu me esquecer. Sendo eles felizes ou nem tanto, pensar neles agora me fez bem pelo simples fato de perceber onde é que a criança que habitava a algum tempo atrás, hoje já cresceu e ainda carrega consigo tudo o que já tinha vivido até então.

Até parece que foi ontem que eu estava na minha fase “criança de ser”, escutando os adultos falando dos problemas da vida, vendo as coisas acontecerem ao meu redor e nem me ligar o que estava acontecendo, vivendo sem me preocupar com o tempo e me perguntando sobre o que eu poderia pensar da vida. Escutando sempre alguém falando: “Aproveite porque fase boa é essa”, “E porque você ta chorando? Você não tem motivos pra chorar” ou “Queria eu ter a sua idade”. Frases que uma vez ou outra eu escutava e que naquele momento não fazia muito sentido na minha cabeça e que hoje eu me pego pensando: “Pois é, era mesmo verdade isso que eu escutava.”.

Preocupações? Qual era o brinquedo que iria ganhar no dia das crianças. Se eu ia tirar uma nota boa na prova de Ciências. O desenho que iria passar na TV quando chegasse cedo do colégio. Temer se meu irmão descobrisse que eu tinha pegado o dinheiro dele no “porquinho”. E entre tantas outras preocupações daquele tempo, hoje tenho saudades da sensação de senti-las.

E a criança vai crescendo, descobrindo o mundo que está ao seu redor. Descobre o que é necessário para ela descobrir e às vezes inevitavelmente passa por situações que nem toda criança necessárioamente precisaria viver. As dores de uma criança, por mais bobas que sejam com certeza é real da mesma maneira que a dor de uma pessoa de qualquer idade. E as lágrimas rolam por vários motivos, seja porque não ganhou o presente de natal, seja porque saiu apanhado da briga com o irmão ou porque ela sente saudades de algo que nem sabe o que é ao certo.

Lembro também dos bobos momentos que na infância eram tão felizes de serem vividos e que hoje para alguns nem fazem muito sentido. Gostava de brincar de “Power Ranger” com minha prima Rayanne, de encher a varanda lá de casa de água e sabão pra ficar escorregando ou ficava tão feliz quando minha mãe deixava eu e meu irmão ligar o ar-condicionado do quarto dela pra nós ficar assistindo domingão do Faustão na televisão. Tantos os momentos que para uma criança é tão significativo e que quando vai passando o tempo acabamos esquecendo como é bom fazer aquilo tudo.

SER CRINÇAAAA! Saudades Simm! E se eu pudesse voltar o tempo eu voltaria só pra poder viver tudo de novo, aproveitar todos os momentos possíveis que eu não dei valor. Tentar talvez mudar o futuro com o meu jeito de ser criança e assim procurar a felicidade nas coisas que estavam ao meu redor e eu nem enxergava. Hoje estou aqui, uma criança crescida, mais que não pode mais viver todos os momentos que gostaria. A criança que aprendeu a crescer, amadureceu, virou um homem em busca do seu futuro e que também pensa no passado.

Então a criança que está hoje no homem que vive em mim, hoje pode dizer que é feliz. Mas não é porque eu procuro reviver o passado, mais principalmente porque o presente em que vivo é o motivo de todo o passado ter válido a pena e assim ter a certeza que o futuro será apenas consequência dessa felicidade presente em mim.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Necessidade do desabafo.



E eis que estou aqui depois “pouco” tempo que não posto nesse meu querido Blog. Tantas foram as coisas que eu tive a necessidade de desabafar aqui nesse espaço que foi criado com essa finalidade e eu acabei não escrevendo “bulhufas” nenhuma realmente.
Mas, pois bem, hoje estou aqui e tentarei desabafar o que é possível.

Depois de tanto tempo sem estar presente para registrar em palavras sobre os meus pensamentos, sinto que talvez muitos deles já foram embora e nem sei se irão voltar para eu registrá-los. Diversas são as coisas que eu penso sobre tudo que está a minha volta e é sobre todas eu sinto que é necessário eu me expressar a respeito delas, de acordo com tudo que vier na minha cabeça.

Falando dos desabafos, também é um fato que eu ganhei um hábito de usar essa palavra diversas vezes no meu dia-a-dia e noto que o meu “desabafar” não é apenas uma expressão usada, mais como já diz o seu significado é expressar tudo o que eu acho que deve ser colocado pra fora e muitas podem ser as maneiras para que eu possa desabafar.

Os pensamentos vêm, a necessidade chega e quando eu percebo lá estou eu “desabafando” de alguma forma. Geralmente estou “tentando” conversar com alguém, solto uma coisa ou outra que dá vontade, pego o meu caderno de anotações e escrevo algo, etc. Mas percebo que nem todas essas formas que eu encontrei para essa minha necessidade de desabafar, foram eficientes. E os motivos eu posso suspeitar quais sejam e descrever alguns aqui, como por exemplo, a falta de paciência que algumas pessoas têm de não escutar o que eu falo seria um deles.

Então, só sei que é bom estar aqui de novo e ter a certeza que pelo menos aqui todos os meus desabafos, significantes ou não, serão guardados e espero que nunca esquecidos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O escritor da própria história.




[...] Pra falar da minha humilde história, estou aqui através deste relato, desabafo ou por qualquer coisa do gênero, para tentar relatar os diversos pensamentos, sensações e momentos vividos e que conseqüentemente fazem parte do que sou. Sobre o que serei, serão muitas as oportunidades que terei para acrescentar um pouco de tudo nessa longa história inconstante que é a minha vida.
Sinto saudade de um tempo que não volta mais ou de pessoas que nem sei por que apenas sumiram e nem lembram mais de coisas que eram para ser inesquecíveis. Agora apenas lembro-me do passado, procurando viver o meu presente, aproveitando cada momento como se fosse o único e fazendo com que o meu futuro seja o melhor possível. E como diz o ditado, “esse mundo dar muitas voltas” e pensar demais no tempo, nem sempre vale realmente a pena, por isso apenas vivo e o mais intensamente que poder.
Posso dizer que já procurei minha felicidade em quase tudo que eu pensava que valia a pena. Perdi tanto tempo nessa procura, para saber o que era certo ou errado, o bem ou mal, perfeito ou imperfeito e o que era ser ou não ser, acabando sempre me perdendo no que eu realmente queria, o que eu sentia ou o que me completaria. Agora se tornaram lembranças e aprendizado que levarei sempre comigo, uma bagagem, que com certeza me ajudará em algum momento.
Não acredito no perfeito, pois assim como qualquer outra pessoa tenho minhas qualidades e defeitos, e saber lidar com todos eles talvez seja o melhor a ser feito. Essencial na minha vida, são os momentos, sejam eles quais foram não acontecem por um simples acaso e fazem parte direto ou indiretamente do que sou ou serei um dia.
Comparar a minha história com qualquer outra talvez seja me limitar, procuro então evoluir, aprender, me inspirar, só por acreditar que os meus sonhos e metas só eu posso alcançar. Tentar enxergar sempre uma pedra no meio do caminho é um dos principais obstáculos que temos que enfrentar.
Um dia me disseram: “não temos que buscar as borboletas para o nosso jardim, temos que cuidar bem dele, porque assim elas virão naturalmente até ele” . Comparando isso com minha vida, percebi que não adianta buscar a felicidade, sem fazer com que ela chegue até mim, e que ela não está na forma de uma única coisa, pessoa ou experiência. A Felicidade está na maioria das vezes o mais próximo do que imaginamos e são elas que fazem com que nos sintamos realmente bem, o que vier então é apenas conseqüência.
Falaram-me também que eu tinha uma luz. Luz própria e que contagiava quem estivesse próximo . Perguntei-me o que isso poderia significar. Se isso fosse mesmo verdade qual seria a sua finalidade então? Se é real ou não, eu não sei. Mas sinto que talvez essa luz possa incomodar alguns do mesmo jeito pode ser compartilhada com quem dela precisar, e seja qual for o seu significado, espero com ela sempre estar.
Falar então dessa minha constante história, no que eu sou ou no que serei pode ser complicado. Mas depois de alguns passos, dessa longa caminhada, já sei o que eu quero e o que eu espero para minha vida. Nessa caminhada eu sei que nunca vou estar só, pois sinto comigo à presença de um ser que independente de qualquer coisa vai esta sempre me dando à força e sabedoria necessária para eu assim continuar firme e forte no caminho certo. Para quem não conhece apresento então o meu Deus.
Sobre tudo que eu sempre busquei, hoje talvez eu saiba a resposta. Ter a certeza que a minha vida agora tem algum sentido, isso é o bastante para eu seguro e confiante caminhar. Independente da bagagem que eu carregar, das pessoas que ao meu lado vão estar e dos momentos que ainda vou passar, tenho a absoluta certeza que nessa longa história chamada vida, será eu o autor para que o meu final feliz possa se realizar.[...]

[Texto retirado do meu perfil no orkut... 08/2008]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Dias de um verão em CV Beach!



_ Então era uma vez eu, indo para CV Beach, para curtir as minhas férias e pensando em tudo que eu poderia viver ali naquela praia que me acompanhou em tantas épocas da minha vida. Mas em suma, estava indo pra lá no dia 31/12/08, para passar o Revellion com meu pai e assim aproveitei para passar um pouco das minhas férias lá, até +/- a metade do janeiro. Pois bem, estava eu lá (até o dia 14/01/09) e para poder registrar esses dias de uma maneira em que fosse possível relembra-los comecei a fazer anotações diárias sobre as coisas que aconteciam nesses meus dias em CV Beach. Anotações que acompanhadas por muitas fotos era o melhor registro possível para algo que eu nem sei bem pra que serviriam.

° Dia 31/12/08 (quarta-feira). [O Dia do Revellion]
Pegando o Bus lotado em Olinda com meu tio João, chegando em CV Beach e indo na casa da prima Mayra. Depois passeando pelas ruas, que agora estavam com calçamento, parei lá no bar do Romário e pra abrir com chave de ouro a minha chegada, acontece um tiroteio lá onde eu estava. Pessoas correndo, gritando e o cara armado atira pra não sei onde até a polícia chegar e prende-lo. E como já é de se esperar, muita gente curiosa pra saber o que tinha acontecido, etc. Enfim isso nunca tinha acontecido por ali e o porquê desse fato agora? Acho que foi o calçamento que fizeram e também porque agora lá em CV tinha uma “Lan” , talvez a evolução da praia também tenha trazido mais ladrões também.
(...) Pela tarde revendo as amizades de outros verões (Arelle, Lely e Mily) e fazendo novas amizades também (Silvinha, Fernando e Luana). Conversando bobagens, falando besteiras, rindo de qualquer coisa, relembrando coisas de outros verões e tudo isso com os pés na areia (coisa que tanto me fazia falta).
(...) À noite a expectativa para o Revellion e chegando a hora estava eu me preparando para ir a última missa do ano. Participando da missa, percebi que faltava pouco para o Revellion e que por pouco eu não passei a virada do ano lá na Igreja. Me lembrei de uma cena em The OC, onde o personagem principal (Ryan) corria contra o tempo para passar o Revellion com a amada (Marissa). Pois é, eu fiz parecido. Quando os fogos começaram, eu estava perto lá da casa do meu pai (onde passei o Revellion), aê corri as escadas até chegar onde o pessoal estava reunido. (e veio na minha cabeça o fundo a música: “Dice - Finley Quaye & William Orbit”, tocada na mesma cena em The OC) Cheguei com o sorriso no rosto, desejando feliz ano novo, dando abraços, desejando tudo de bom pra todos ali. Fiz também um momento em que todos nós demos as mãos e agradecemos a Deus tudo o que vivemos no ano de 2008 e fazendo os nossos desejos para esse novo ano de 2009. E agradeci foram tantas as coisas que eu tinha para agradecer a Deus, mas uma delas foi ter meu pai mais presente em minha vida e diante disso pedi que para esse novo ano Deus esteja sempre presente na minha vida e na vida de todas as pessoas ligadas a mim ou não e tendo a certeza que esse é o melhor desejo que eu podia pedir para esse novo ano. Depois foi a ceia, fotos e assim que o meu ano novo começou...



° Dia 01/01/09 (quinta-feira). [Começando o janeiro]
Depois da virada do ano, indo desejar feliz ano novo para as outras pessoas da minha família (Minha Mãe, Tia Fátima, Tia Lúcia, primos e primas, a família de Francys, etc). Tirando fotos com o pessoal e depois indo desejar um feliz ano novo para as pessoas conhecidas que eu encontrasse no caminho. Parando lá no bar do Romário, curtindo um sonzinho que tocava lá com o pessoal e passado um bom tempo eu já tava com sono. ¬¬ Aê tava eu e Mayra esperando o sol nascer para tirar mais fotos e depois disso fiquei com a turma do meu irmão, de bobeira. Então fiquei vendo o pessoal muito bêbado fazendo bobagens (Mariana, dançando: quem é você? Quem é você? Tome-le! Tome-le! Entre outras músicas.) até irmos todos (Eu, Neto, Mariana, Yasmim, Anne, Clider e outro cara lá que não lembro o nome) no carro de Netinho para o Bar da Balsa (Canal). Fiquei lá sem fazer muita coisa, escutando o um som, vendo o pessoal tomando banho no canal e depois fui dormir no carro do meu irmão até ele decidir ir pra casa, para eu finalmente dormir o meu primeiro sono do ano.
(...) Depois de um sono que durou das 7h da manhã até umas 15h, sou acordado por minha prima Mayra para irmos novamente para o canal de carona com uns amigos dela.
Chegando lá vejo amizades novas, antigas, todas juntas e agora aproveitando o canal com a minha turma até o final da tarde. Após a volta do canal, decidimos jogar UNO lá no bar de Romário.
(...) Á noite conversas vai e vem, fotos e aê a notícia: Vai ter “Marreta you planeta” lá em Pontas. E acabou que nós fomos (Eu, Luana, Rodrigo e João) com a mãe do Rodrigo. Chegando lá, encontrando uma boa turma lá de CV (Clarinha, Vick, Arelle, Malu, Lucianinho, Nando e acho que outras pessoas que no momento não estou lembrado). Enfim, curtimos muito aquela noite em pontas. Descobri uma nova parceira de dança (Luana), novos parceiros (Rodrigo e João) e aproveitamos o show dançando muito lá no calçadão. Voltando para casa lá pras 4:30, estava com uma boa sensação boa que aqueles dias em CV Beach e aquele começo de janeiro ali, com certeza seriam ótimos.

° Dia 02... (sexta-feira) [O dito “Apocalipse”]
Dormindo até tarde como de costume e depois da rotineira ida pro canal a tarde, decidimos fazer um lual a luz dos celulares alheios. Chamamos nossa turma (Ranna e Lilá tinham chegado também), outras turma se chegaram e estávamos todos lá curtindo aquele momento que só da pra acontecer numa noite de praia. Após o lual já morgado guardando o violão e indo para o bar de Romário, que em especial nessa noite estava bombando. Muito som, pessoas no meio da rua dançando, o pessoal cheio das bebidas e em especial a turma que eu estava me assustou um pouco. O motivo ao certo eu não sei explicar, mais aquilo tudo junto não estava me fazendo muito bem e eu não estava conseguindo me divertir da mesma forma que todas estavam se divertindo ali. Pois a dança, não era apenas dança, era uma mistura de depravação, sensualidade e promiscuidade tudo junto. Os sons que tocava assim como maioria dos que tocam nessa época, não tinham letra nenhuma, mais ele ficava ainda pior somado com um monte de gente delirando com aquelas músicas que não faziam o menor sentido. E além de muitas das coisas que estavam acontecendo ali não estarem me agradando muito, eu tinha a impressão que no outro dia tudo aquilo agradaria muita gente. E muitas das besteiras que aconteceram, no outro dia eram “justificáveis” pela quantidade de álcool ingerida. Enfim, foi a noite do dito “apocalipse” como foi denominado. E mesmo ali no meio, eu tentava me divertir do meu jeito, mas consciente de que todas aquelas coisas para mim não significavam muita coisa.



° Dia 03... (sábado) [CV ou Pontas?]
Muita gente em na CV Beach, mais o “apocalipse” da noite anterior não se repetia, pois alguns moradores das casas do centro, disseram que iriam chamar a polícia caso o som estivesse muito alto como na sexta. E a dúvida: Vamos pra Pontas ou não? CV não tava ruim, tínhamos a nossa turma, sabíamos nos divertir assim mesmo. Mas tínhamos a opção de ir com a mãe do Rodrigo para Pontas, então decidimos ir (Eu, Rodrigo, João, Piru e Lucianinho). Fomos e logo nos arrependemos. Rodrigo não ficou com minha amiga (Rayssa), movimento morgado, sem banda, só pessoas (como é sempre) e decidimos voltar o mais depressa possível para a nossa CV Beach, antes que toda a galera morgasse lá também.
(...) Voltamos, praia morgada e fomos pra casa. Depois fiquei sabendo que essa noite era a despedida de algumas pessoas da nossa turma e a lembrança de todos nós juntos foi a foto que tiramos antes de ir pra pontas. Então aproveitando a praia por todos aqueles que se vão, até quando eu poder.

° Dia 04... (domingo) [E o que fazer?]
Depois da partida de algumas pessoas da nossa turma (Luana, Lely, Silvinha, Rodrigo e João), as coisas mudam um pouco. Pois de um jeito ou de outro acho que quando estamos todos juntos, somamos sempre o que temos de melhor e os dias e as noites ali naquela praia se torna marcante com o a marca de cada um.
(...) Então, na noite mais vazia do que as anteriores. Procurávamos o que fazer por ali. Aê pegamos o violão (Eu, Michelle Sulzbach, Arroyo e Emília) e tocamos e cantamos umas bobagens e conversamos nossas liseiras. Foram as conversas com as pessoas que eu encontrava (Vanessa, a irmã e o namorado) (Clara, Ranna, Mily e cia). E no fim da noite recebo a notícia do meu Pai: “Amanhã todo mundo acordando cedo pra partir”. E isso tirou completamente as minhas esperanças de ficar lá na casa dele.



ºDia 05... (segunda) [Mudança de casa]
Acordando cedo e pegando uma carona com o meu pai, para ficar na casa de Tia Fátima. Chegando lá, dormindo até uma certa hora e depois indo para casa da Sulzbach para fazer bobagens por lá. Aê jogamos UNO (Eu, Sulzbach, Arroyo, Emília, as Agras e Amanda).
(...) Depois de almoçar, voltar pra casa da Sulzbach e cair na piscina. Fomos nós passear pela beach (Eu, Sulzbach, Arroyo e Emília) e levamos as nossas câmeras para no caminho tirar umas fotos e no caminho em direção ao canal, encontramos mais pessoas e tirando mais fotos.
(...) Numa noite de segunda-feira, em plena CV Beach, dificilmente haveria alguma coisa pra se fazer e então acabamos mais uma vez jogando UNO. (O nosso salvador de muitos momentos tediosos). E depois de fazer um lanchinho (na mãe de Thiago), estávamos lá nas ruas desertas de CV Beach, brincando de se esconder até dar o horário que determinaram para eu voltar para casa (coisa que nunca acontecia ¬¬).

° Dia 06... (terça- feira) [Um dia Legal]
Passado mais um dia em que sempre inventávamos algo pra fazer, decidimos passear à tarde lá pro lado de Pontas pela beira da praia. Levamos uns lanches, nossas câmera e fomos todos andando observando aquelas paisagens de CV e registrando uma boa parte delas. Andamos até uma parte, onde fizemos o nosso “pik nick” e depois de um monte de fotos estávamos nós voltando para o centro. E foi depois desse passeio que eu pude perceber o quanto é boa aquela praia e como poucos sabem valorizar o que ela tem para oferecer.
(...) À noite, acabamos nos dividindo. Era a despedida de Mily e ela queria fazer algo diferente nessa última noite (ir para o cemitério). Aê como alguns de nós não concordamos com a idéia, marcamos um filminho lá na casa de Michelle. Só foi eu e Lucianinho pra casa de Sulzbach, levamos o Note book dele para assistir o filme e chegando lá acabamos não assistindo filme nenhum. Comemos foi uma pipoca murcha com uma coca-cola choca, assistindo ao show de Nando Reis e depois ficamos “tentando” jogar um vôlei e ao mesmo tempo conversando sobre bobagens. Pra variar tínhamos que registrar o momento com algumas fotos. Depois de um tempo juntaram-se a nós Arroyo e Emília e foi assim que acabava mais uma noite na nossa CV Beach. E sem saber era a despedida do amigo Lucianinho, que depois de passar uns tempos com ele, descubro um bom amigo.



° Dia 07... (quarta-feira) [Dia desnorteado]
Pela manhã, depois de saber que Lucianinho ia embora da Beach, fomos jogar vôlei lá no Coqueiral (Eu, Sulzbach e um monte de pessoas que se chegaram também).
(...) À tarde, passando na casa de Clara, Arelle e Sulzbach (e ninguém estava em casa). Encontrando o pessoal (- Sulzbach) em direção ao bar da balsa. Chegando lá, jogamos frescobol, tomamos o rotineiro banho de canal, brincamos de briga-de-galo e fizemos o que estava ao nosso alcance para nos divertir. Ahhh! Na água do canal, estavam brotando umas substâncias, que achamos que era lodo, mas que mais parecia com um monte de fases levadas pela correnteza em nossa direção (muito chato isso ¬¬).
(...) À noite, estava eu saindo de casa meio desnorteado, sem saber bem o porquê. Levo comigo o “caderno” que estava fazendo as minhas anotações e acabo mostrando-o para algumas pessoas. Mas no fim da noite ao levar Sulzbach para casa, nas nossas conversas ela me falou: “A noite pode está sempre uma merda, mas mesmo assim é possível nós nos divertir”.

° Dia 08... (quinta-feira) [Noite de Luz]
Acordando pela manhã e logo conversando com a prima Gerusa sobre Deus, a existência de espíritos, luz e sobre esses assuntos (Coisa que constantemente estava acontecendo, desde que eu havia me mudado pra casa de Tia Fátima).
(...) Á tarde estava morgado para ir pro Canal mais uma vez e decidir ficar jogando UNO lá na casa de Arroyo, com ela, Emília, Sulzbach e Eu. (Antes disso dando os parabéns a Gabi Agra pelo seu niver).
(...) Chegando a noite, encontrando o pessoal, decidimos ficar na beira da praia, curtindo a luz do luar e fazendo as bobagens que viessem na cabeça. Aê tentávamos cantar alguma música batendo palmas e acabamos brincando de “concentração”. Enfim, depois de fazer essa bobagens, deixar as meninas em suas casas (Michelle, Koralyna e Rafa), conversar e terminar a noite brincando de concentração novamente. Eu fui para casa e chegando lá Gerusa estava lendo “o livro dos espíritos” e mais uma vez estávamos conversando, até ela me dizer: _ Juininho, Ei mandei Lucas (filho mais novo de Gerusa) dormir contigo no colchão e ele disse que não ia não. Aê Matheus (filho mais velho de Gerusa) falou que ele dormiria no colchão, pois você anadava com um terço e rezava antes de dormir todas as noites. E que Deus te protegia assim. Ao escutar isso, eu ri e fiquei pensando naquelas palavras. E a justificativa da minha prima, foi que um anjo tinha falado através do meu primo. Mas o que eu penso sobre isso? Bem, acho que a luz, que eu todo dia peço ao nosso Deus para me acompanhar, está cada vez mais aparente aos olhos das pessoas que estão ao meu redor. E é bom saber, que essa luz que hoje é presente em minha vida pode ser visível de alguma forma. Então vou dormir, pensando na luz que eu sinto presente em minha vida, luz essa que igual ao brilho da lua lá fora, também era possível de ser enxergada.



° Dia 09... (sexta-feira) [Dia Divertido]
Acordando e juntando a turma para aproveitar de alguma maneira aquele dia em nossa CV Beach. E aproveitamos jogando vôlei, tirando fotos , fazendo um “solzão” (Michelle tocando violão e nós contando) e tomando banho de piscina até eu voltar para casa e ver a bagagem de todo mundo pronta para ir embora da casa.
(...) A tarde, já com a malas na mão e deixando-as na casa de Ranna provisoriamente até meu pai chegar no fim da noite, vou na casa de Michelle para resolvermos o que iríamos fazer a tarde e aê ela me chamou pra ‘jogar” vôlei na casa da amiga dela (Linda). No caminho pegamos caronas atrás de um caminhão com Agras e Cia, até o destino que queríamos e ficamos rindo da idéia de estar ali “naquela carona”. Chegando no vôlei acabo ficando só olhando e conversando com as pessoas (Mariana, Yasmim, Clider, Anne, etc) até decidirmos ir embora. No caminho de volta para as nossas casas, desabafo com Michelle sobre todas esses dias que estávamos vivendo e o como era bom aquele tempo. Comparamos a nossa CV Beach com outras praias e concluímos que não trocaríamos ela por qualquer uma não. Pois mesmo com todos os defeitos eu ainda conseguia enxergar ótimos motivos para não me arrepender de estar ali. E maiores são as coisas que fazem com que a conhecida “monotonia” da beach seja apenas um detalhe para nós.
(...) Era noite. Pessoas conhecidos de volta a nossa CV Beach (Rodrigo, João, Camila Agra e Vinícios) e fico feliz por ter ainda mais motivos de estar ali. Amigos reunidos, papos diversos, coisas para fazer e são essas as coisas que fazem com que esses dias de um janeiro em CV beach, sejam marcantes... Começamos a beber um pouco (no bar da mulher chata, perto do bar do Romário) e depois fomos todos mais uma vez para beira da praia curtir a lua que estava ainda mais brilhante naquela noite. Ali nos divertíamos de diversas maneiras, bebíamos, conversávamos, riamos, cantávamos, brincávamos, alguns se beijavam e entre tantas coisas que eram possíveis ser feitas estávamos vivendo esse momento todos juntos... Depois fomos para o bar de Romário, onde sempre estava bombando de gente. Nessa noite eu estava participando da “diversão”, mais consciente dos meus limites e me divertindo ao meu modo. Em suma eu estava simplesmente estava vivendo aquele momento e dessa vez eu tentava não me assustar mais com o “apocalipse2”. Pois de uma maneira ou de outra, muitos são os “Apocalipses” que passam nas nossas vidas e diante deles temos que estar sempre preparados para eles.

º Dia 10... (sábado) [Solzal, Bica e Pontas]
Como já virou rotina, passando logo na casa de Michelle, mas antes disso passei lá na casa de Rodrigo e chamei as Agras para irmos todos nós para lá. Então foi o Solzal (a mesma coisa que um lual, sendo que a luz do dia), jogamos UNO também e comemos churrasco. Mas passada a manhã que foi uma das melhores nesses dias em CV Beach, percebendo a ausência de algumas pessoas (O pessoal da casa de Ranna, Clara e Lely), que só não foram porque não quiseram acordar cedo ¬¬.
(...) Pela tarde o combinado era andar sem para algum lugar de CV Beach e quando chegou a hora acabamos sem um destino certo para ir. Mas mesmo sem saber para onde ir, só a caminhada pelas ruas da praia já foram legais, pois até parecia uma animada passeata. Decidimos então ir para a Bica, lá pela parte de dentro de CV Beach, e chegando lá tiramos umas fotos do local e depois fizemos o mesmo no cemitério. Depois dessa “caminha meio ecológica”, voltamos pelo centro (tirando foto em Romário) e fomos todos em direção ao Canoé, acabando mais uma vez tomando banho lá no Canal. E até o final da tarde ficamos lá, jogando vôlei na areia, sendo arrastadas pela forte correnteza, registrando o momento e enfim voltamos para casa já anoitecendo.
(...) À noite antes de tudo fui pra missa, da mesma forma que eu fui no domingo anterior. Depois de participar da missa, fui atrás do pessoal pra avisar que meu pai iria pra Pontas e eu poderia levar algumas pessoas comigo e aê fomos nós (Eu, Sulzbach, Arroyo, Rodrigo, João e Vinicius). Chegando lá, revendo amizades que há um tempo eu não via, (Thalita, Guilherme, Carioka, Hugo e Rebeka Santos) dançando pra variar e curtindo Pontas até a hora de voltar, que rapidinho se passou. Então a hora chegou e estávamos lá vendo mais uma vez o brilho da lua clarear toda a estrada. E eu pensando nas pessoas que eu tinha revisto lá em pontas e percebendo que as coisas estavam tão “normais” e isso entre nós não era “normal”. Foi a prova de como as coisas inevitavelmente mudam e sinceramente nem sei bem ao certo como reagir com tal situação. Mas em suma, voltando pra nossa CV Beach e fim de noite para nós.



° Dia 11... (domingo) [O lual]
Passada a manhã rotineira que estava na casa de Sulzbach, decidimos planejar algo diferente para essa noite em CV Beach. Iríamos fazer um lual, mais organizado do que os anteriores que fizemos. E como era bom planejar essas coisas, me lembrava outros tempos em que eu vivia organizando essas paradas de festas. Pois então, ao trabalho...
Colocando tudo no papel, sobre o que iríamos todos fazer e o que era preciso. Acabamos nos dividindo em dois grupos, para melhor nos organizarmos. Enfim, depois de juntarmos o dinheiro, ficou eu Sulzbach e Camila em casa fazendo as bebidas e o resto da galera foi “catar lenha” para a fogueira em algum lugar de CV.
(...) Chegada a hora do Lual, que era pra começar às 19:30 e foi começar as 21h, fomos todos para a beira da praia levando todas as bebidas, o violão e as pastas com a letras das músicas e câmera “power” de Michelle para registrar mais aquele momento. Dessa já tínhamos separados todas as músicas que iriam ser cantadas e a única coisa que não rolou foi a fogueira, que a galera achou que não seria necessário e acabou sendo devido a fraca luz que a lua cheia daquele dia estava emitindo... E eu pensando que aquela noite seria a minha despedida, estava eu lá aproveitando aquela noite como se fosse realmente a última. Cantando de uma maneira totalmente espontânea e fazia com que eu me divertisse com mais esse dom que de uma maneira ou de outra está presente na minha vida (a música)... Após o lual já morgado, voltamos para rua e ficamos lá aproveitando o resto da noite. Então eis que ocorre um lance “estranho” naquela noite. Rolou um clima tenso entre eu e minha amiga Sulzbach e explicar ao certo como foi que aconteceu aquilo tudo eu nem sei bem como dizer. Só sei que foi por causa das fotos que estavam da câmera dela e eu estava querendo muito descarregá-las naquela noite e acabou que Michelle foi embora com a máquina e foi +/- o que aconteceu. Resumindo... Toda aquela situação tensa, me deixou meio morgado durante algum tempo e foi assim que eu foi me deitar e conseqüentemente foi daquele mesmo jeito que eu acordei no dia seguinte.

º Dia 12... (segunda) [Algo diferente]
Foi fato que o clima estava outro e eu ainda pensava muito no episódio da noite anterior com Sulzbach. Nossa primeira discussão e ficamos completamente sem saber qual a reação tomar um com o outro. Mas logo as coisas começavam a se resolver, nós nos vimos pela manhã e marcamos pra fazer alguma coisa pela tarde (ir para o bar da balsa como de costume).
(...) À tarde indo pra local combinado com a turma. O mar estava muito cheio e decidimos ficar conversando ao invés de tomar banho e depois fomos pro vôlei na casa da amiga de Michelle. Aê ficamos lá falando sobre a nossa morgadez e observando a galera jogar. No final da tarde estávamos voltando para casa e eu decidi desabafar com Michelle sobre o que tinha acontecido e assim pedi uma trégua para não desgastar a nossa amizade. Pois percebi que as coisas na beach não era a mesma coisa sem a minha amiga para fazer as nossas rotineiras bobagens (rir, tirar muitas fotos, desabafar, etc...) E paz! :D
(...) À noite depois de jogar UNO mais uma vez, entramos para casa e fomos dormir. Mas agora eu estava numa casa diferente, pois foi acolhido na casa de Leli e assim pude ficar em CV beach por mais um tempinho. E dormir... Depois da minha diária conversa com o pai lá de cima! ^^



° Dia 13... (terça) [Guardando as recordações]
Novo dia, nova casa e novos hábitos. Sentindo-me muito bem acolhido na casa de Leli e depois do café da manhã fomos tentar fazer alguma coisa diferente. Mas o sol escaldante da manhã, não deixou agente fazer muita coisa e a maioria de nós ficamos jogando UNO mesmo.
(...) Pela tarde ficamos de assistir algum filme na casa de Ranna e eu acabei não indo, pois foi tentar gravar no DVD todas as fotos que tiramos nesses dias de verão. E consegui... Recordações guardadas e vendo as fotos lembrando de cada momento vivido.
(...) Eis que a noite chega e logo descubro que seria a minha última noite desse janeiro em CV Beach. Consegui uma carona com a família de Michelle para voltar para Recife no dia seguinte, então era a minha despedida. Não teve fogos, festas e nem nada demais, mas eu me despedia da maneira que me era possível naquela terça-feira. Abraços para os amigos, dando Tchau para tudo aquilo que eu não iria mais poder vê durante algum tempo. Guardando todas as recordações que foram vividas ali naquela humilde praia. Lembrando dos momentos que se tornaram inesquecíveis e que com certeza tornaram esses meus dias em CV Beach um dos melhores vividos em todos os verões. Únicos, marcantes, especiais e entre outras boas denominações eu posso dar para esses dias em CV Beach. Mas no final observei que para que tudo isso fosse possível, simplesmente vivi esses dias o mais intensamente possível e aproveitando tudo o que Deus me permitia viver. E chegando o fim, dos dias na minha CV!...

° Dia 14... (quarta) [O último dia]
Malas prontas e eis que é chegada a hora da partida. No caminho até a casa de Michelle foi observando cada canta que costumávamos andar e já sentindo saudades de tudo...
Pés na estrada e rumo a minha comum rotina que me esperava. Mas depois de ter vivido esses dias, vai ser bom olhar para trás e ter a certeza que nada daquilo foi vivido por um simples acaso. Pois todos os momentos que vivemos são os reflexos de como queremos realmente vive-los, independente de qualquer coisa... Meus dias de Verão? Felizes... Pois é assim que eu vivo minha vida, buscando valorizar de todas as maneiras possíveis cada coisa que Deus coloca nos meus caminhos...